Jossi Borges - Distopias em Três Histórias [promo livro grátis]




O mundo destruído, graças a um pedido inconsequente.
Um mundo assolado por uma peste, deixando para trás um único ser vivo - não humano. 
Um mundo novo, criado a partir dos escombros da civilização ocidental.
São esses os fios condutores dessas três histórias:
O EFFRIT
A ÚLTIMA VAMPIRA
OS ÚLTIMOS CRENTES

Você gosta de histórias distópicas, sobre futuros imprevisíveis, catastróficos ou simplesmente - assustadores? Eu também.
Eu tinha escrito o primeiro conto, O Effrit, para participar de um concurso pela Editora Literata. Foi um dos escolhidos, mas como texto digital ele não constava ainda em nenhum site, nem em formato de texto, nem de ebook. É curtinho, com um final... angustiante.

O conto A Última Vampira, totalmente inéditoé uma espécie de Eu Sou a Lenda -- naturalmente não vou me equiparar ao excelente Richard Matheson, isso é óbvio, comparo apenas a temática -- ao contrário. O que seria o contrário de uma história onde o mundo acaba em "vampiros para todo lado"? Pois é...

E Os últimos crentes é uma distopia com viagem no tempo, para os que amam teorias de conspiração.

;)





Henryk Sienkiewicz - Quo Vadis?



Esse é um dos clássicos da literatura cristã mundial. Meu exemplar é bastante antigo - aliás, não se encontram reedições. 

Quo Vadis - Romance dos Tempos de Nero
Os Grandes Romances Históricos # 9
Autor: Henryk Sienkiewicz
Ano: 1976
Páginas: 343
Idioma: português europeu
Editora: Otto Pierre Editores

Fico muito admirada por não encontrar, hoje em dia, nenhum dos grandes clássicos da ficção cristã, como Quo Vadis, Ben-Hur, O Manto de Cristo, O Segredo do Reino, Fabíola  - ou a Igreja das Catacumbas, Moisés, e outros livros do gênero. Naturalmente, talvez o avanço desse ateísmo frio, do espírito cientificista e do apego materialista sejam os responsáveis. As pessoas, entretanto, não sabem o que estão perdendo! São histórias ricas, entretecidas de uma delicadeza e uma emoção tão grandes, que é impossível ler com calma impassível, sem sentir-se transportando àquela época - nos inícios do Cristianismo, quando os grandes apóstolos de Cristo começavam a disseminar sua doutrina entre os povos, e os romanos, ainda altivos, ainda arrogantes por seu poderio e glória, sentiam-se ameaçados. Ameaçados, não porque os cristãos fossem perigosos, mas porque eram diferentes, humildes e ao mesmo tempo, ainda que humildes, não se curvavam aos deuses fakes de Roma. E isso passou a incomodar os arrogantes  e os tiranos, começando as perseguições.


Estou elaborando uma lista dos 10 melhores romances cristãos QUE VOCÊ NÃO PODE DEIXAR DE LER, em breve vou postar. Espero ajudar um pouco os leitores brasileiros que quiserem conhecer a beleza da literatura de ficção cristã.

Henryk Sienkiewicz foi um escritor polonês (1846-1916), o romance Quo Vadis? - Uma Narrativa dos Tempos de Nero, foi publicado em 1895, tornando-se um dos mais famosos romances da história do cristianismo, dando origem a cinco filmes. Os mais famosos são 'Quo Vadis', EUA, 1951 (direção de Mervyn LeRoy) e o mais recente -- polonês, 'Quo Vadis', de 2001.

Na Roma de Nero, um soldado romano, Marcus Vinícius, conhece e apaixona-se pela bela Lígia (cujo nome verdadeiro era Calina, sendo ela da tribo dos lígios, daí o nome que seus pais adotivos lhes deram).

Marcus é um romano típico: forte, arrogante, másculo, sem nenhum tipo de sutileza. Seu tio, Petronius, apelidado pela corte de Nero de "árbitro das elegâncias", poderia ser comparado a um moderno designer de moda ou mestre da alta costura, gay ou não. Na verdade, o personagem Petronius, embora charmoso, apreciador da boa vida, da beleza, da arte e da moda, não era gay; na velha Roma desses tempos, a bissexualidade era comum, a homossexualidade masculina idem. No livro, inclusive, há trechos onde isso fica evidente.

Petronius, porém, embora efeminado em seus trejeitos, era muito ligado às mulheres, tendo várias amantes. Sua amizade por Marcus, seu desprezo por Nero, sua moral elevada, seu espírito honrado - apesar da convivência com o povo mais agressivo, canalha e falso do mundo - a corte de César - fazem dele um personagem com quem o leitor se apega, começa achando graça nele e nas suas piadas. Depois, passa a admirar sua inteligência. E finalmente, apaixona-se por seu espírito elegante, honrado e digno.

Marcus tentará tomar de Lígia o que, sem ele saber, ela já sentia por ele - o amor. A maior parte do enredo será em torno do casal Marcus / Lígia, porque são bonitos, inteligentes, apaixonados, mas não podem viver juntos: ela é cristã, ele é pagão.


O conflito entre ambos é um simbolismo do conflito existente no mundo romano da época: o romano agressivo que queria tomar o mundo, mesmo que à força e pisando sobre tudo e todos, o cristão que, mesmo sendo piedoso e aprendendo a amar o próximo como a si mesmo, não podia se deixar levar pelo pecado. E era só pecado que Marcus queria - no início - oferecer à Lígia.

Ela fugirá dele, ele a perseguirá: é o começo do amor, o começo da transformação. 

Outro fio narrativo paralelo, mostra a velha Roma narcisista, ressumando a perfume de rosas e vômito, pujante de vida e também de lixo podre. 


Nero, um dos césares mais loucos de Roma, é um psicopata que, ignorando a própria feiura (de aparência e de espírito), quer ser um grande artista: poeta, comediante, ator dramático, chegará a por fogo em Roma apenas para, representando sua tragédia, melhor inspirar seus versos.



Não se sabe se o autor tornou a figura do imperador mais caricata que o normal: o fato é que esse Nero é, mesmo no auge das suas atrocidades e maldades, cômico. Um verdadeiro palhaço.

Petronius se torna meio que refém desse bufão, desse tirano ridículo e assustador, porque sendo árbitro da elegância, é a pessoa em quem Nero mais confia, principalmente quando declama seus versos ou representa seus poemas épicos.

Um dos personagens mais comoventes, é o velho Apóstolo Pedro: obedecendo ao Mestre, cuja história ele conta a todos os novos conversos, Pedro não para sua peregrinação, continua sendo o mesmo pescador de antes, só que agora é pescador de almas para Cristo

Pedro surgirá em dado momento na história, para orientar a conduta de Lígia e Marcus e, lógico, adensar a trama.

O incêndio de Roma é um dos episódios mais trágicos e aflitivos do romance, bem como o das perseguições contra os cristãos e de como foram torturados na grande arena do Circo, devorados por leões, por cães, supliciados, pregados em cruzes. Um capítulo da história da humanidade que deveria ser relembrado com mais atenção por todos:

"O povo, com o apetite aguçado por estes preparativos, ajudava os vigias e os pretorianos na caça ao homem. Não era, de resto, coisa difícil, pois bandos inteiros de cristãos acampavam ainda nos Jardins e confessavam em voz alta a sua fé. Quando os cercavam, punham-se de joelhos e deixavam-se capturar sem luta, cantando hinos. Mas esta placidez irritava a turba, que a tomava por fanatismo de criminosos empedernidos. Por vezes, a multidão arrancava os cristãos aos soldados e esquartejava-os; as mulheres eram arrastadas pelos cabelos até às prisões; as crianças eram esmagadas contra os pavimentos. Procuravam-se os cristãos entre os escombros, nas chaminés, nas caves. Diante das prisões, à luz de fogueiras, improvisavam-se festins e danças báquicas. De noite, o povo ouvia com deleite o rugir dos leões. As masmorras regurgitavam, e todos os dias a ralé e os pretorianos encerravam novas vítimas. Parecia que o povo perdera o dom da palavra, a não ser para gritar: Aos leões, os cristãos! Durante aqueles dias de calor tórrido, aquelas noites asfixiantes, o ar estava saturado de loucura e de sangue."

Nos filmes, o martírio dos cristãos é momento de grande intensidade emotiva, no livro também: porque sabemos que tudo aquilo aconteceu de fato, ainda que o autor tenha usado da licença poética para descrever as cenas.

É um romance épico, bem como os dois filmes citados: Vale a pena a leitura, porque, à parte o fato de você ser cristão ou ser ateu, ou pertencer a outra religião, esse momento da História foi o apanágio da glória e da decadência humanas: você decidirá quem saiu vitorioso. Nero, representando o mundo romano com seu deboche, seu escárnio, sua monstruosa crueldade para com todos os que pertencessem à plebe, ou o mundo de Pedro - o mundo dos primitivos cristãos, que com seu sangue, seu martírio e sua fé, construíram - reconstruíram - o mundo ocidental.





J. Kent Messum - Iscas



J. Kent Messum - Iscas
Ano: 2015
Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Record
Sinopse:
Dependentes químicos num jogo mortal lutando pela sobrevivência.
Seis estranhos acordam em uma ilha deserta sem qualquer lembrança de como chegaram ali, mas logo se torna evidente o que todos têm em comum: são dependentes de heroína. Sequestrados e colocados à força em um jogo mortal.
Em pouco minutos, começam a discutir, porém os ânimos se acalmam quando eles encontram um baú com água, comida e uma carta informando que ninguém irá socorrê-los e que, do outro lado do canal, há uma segunda ilha, onde eles encontrarão mais suprimentos e uma recompensa para quem completar a tarefa: uma dose da mais pura heroína.
Quando os primeiros sintomas da abstinência aparecem, eles não veem alternativa a não ser se entregar à pressão psicológica imposta pelos misteriosos torturadores. Então se aventuram em um oceano de terror.
QUANDO AS DROGAS MOSTRAM TODA SUA FÚRIA!



O típico livro de pura aventura, com muita adrenalina na veia (adrenalina, não heroína!) e muito suspense. Um livro sobre o qual não se pode falar muita coisa, exceto que é uma boa diversão para quem gosta, claro, de suspenses tipo "Tubarão" (Peter Benchley). Só que naturalmente, bem menos denso, mais folhetinesco e superficial.
A ideia central (seis pessoas estranhas presas numa ilha e correndo perigos diversos) não é lá muito original. É até bem batida... o que torna o tema diferentão, é justamente o fato de que todos os "heróis" são anti-heróis. São todos dependentes químicos que, em relances rápidos de narrativa ágil, se recordam de suas vidas, tentando entender como foram parar ali, naquela ilha isolada... e diante de uma prova tão dura, que era a de nadar feito loucos, para conseguir "um pico" (uma picada de droga).


Lembra muito vagamente "Tubarão", pelo fato de estarem num ambiente praiano, diante de um mar infestado de tubarões e correrem perigos diversos. Só que aqui é tudo muito mais rápido. O enredo é simples, embora prenda nossa atenção, justamente pelo fato de ser simples e assustador. Os personagens são rasos, mas para um livro de aventura que se passa em... 2 ou 3 dias, onde o terror é imediato e os predadores estão em todos os lados, seus perfis psicológicos estão de bom tamanho.
Nash, Felix, Ginger, Kenny, Tal e Maria tem que se "aturar" uns aos outros. Como alguns já estão com sintomas de abstinência, outros menos, alguns quebra-paus acontecem, mas lá pelo meio da história, eles acabam compreendendo que precisam "se unir em equipe", porque isolados não terão NENHUMA chance de sobreviver.


Ao contrário de alguns comentários do Skoob, eu me identifiquei um pouquinho com a personagem Ginger, mais sensível e também com Nash.
"Nash rezou no meio do oceano e prometeu a si mesmo que se conseguisse voltar para terra firme, se conseguisse se safar, mudaria totalmente de vida, pediria perdão a todos que prejudicara e tentaria compensar as pessoas que fizera sofrer. Telefonaria para os entes queridos trocados pela heroína e diria que Nash estava são e salvo e gostaria de vê-los de novo. Iria para uma clínica de reabilitação e até mesmo para a igreja. Seria um novo homem, do bem e renovado."
Um final... normal. Nem espetacular, nem decepcionante. Acho que dá uma boa distração para ser lido em um dia tranquilo, porque tem muitos lances em que a trama muda, dá um giro de 380 graus ou nos faz perder o chão -- sustos, muitos sustos. 
Para quem gosta de um terror light, com muitas surpresas, sustos e algum sangue, é boa indicação.




Vários- Clássicos do Sobrenatural



Editora: Iluminuras
Ano: 2006
Páginas: 254

Sinopse: Contos de diversos autores do século XIX prefaciados, selecionados e traduzidos por Enid Abreu Dobránszky.
Estamos sós. Uma poltrona confortável, um abajur à meia-luz - melhor ainda: luz de vela -, lá fora a noite - de preferência chuvosa. Eis o cenário perfeito para ler histórias do sobrenatural. Daquelas que nos fazem, involuntariamente, desviar da página os olhos e perscrutar os cantos da sala envoltos em sombras suspeitas, momentos dos quais geralmente nos recobramos, tomados de uma súbita vergonha de nossa sensibilidade exacerbada pela imaginação.

UM DESFILE DE GRANDES ESCRITORES E CONTOS SOMBRIOS

Como diz a organizadora dessa belíssima coletânea, a Sra. Enid Dobránszky, foi no século XVIII que começaram a surgir os primeiros romances -- ou tentativas de romances -- do subgênero gótico. Daí para o demais "subgêneros", como a fantasia, o romance de mistério, o policial, suspense médico, etc., foi um pulo. Tudo, porém, começou lá para trás, nos finais do século XVIII e converteu-se em verdadeira febre no século XIX. Alguns fatos contribuiriam para isso, como o surgimento de doutrinas místicas e esotéricas (Teosofia, por exemplo), seitas orientalistas, a busca pelo sobrenatural e espiritual, embora não exatamente religioso, mas nascido mais das novas seitas, das crendices populares e do folclore.
Bram Stoker, que era membro da famosa ordem secreta Golden Dawn (segundo alguns autores, embora isso careça de fontes seguras), foi o nome mais famoso e festejado nessa época. Claro, outros nomes também surgiram, floresceram, murcharam... e renasceram para os séculos XX e XXI, como o do nosso querido H. P. Lovecraft -- querido, digo, por causa da excelente fama que goza no Brasil, onde tem fóruns, sites, grupos em redes sociais, vídeos, podcasts, etc., tudo dedicado a ele. Além de jogos de todos os tipos e HQs.
Nesse livro, a organizadora caprichou na escolha dos autores. Não direi que gostei de todos as histórias, mas tentarei dar um parecer geral de todos, apesar de alguns terem me causado uma impressão meio... confusa, para dizer o mínimo.
Listados em ordem alfabética, estes são os contos:

<> Arthur Conan Doyle - O capitão do Estrela Polar


Um conto que fala sobre as impressões no diário de um estudante de medicina, John Ray, durante seis meses de viagem no baleeiro Estrela Polar. O protagonista é o capitão Nicholas Craigie, o qual irá mostrar sinais de grande descontrole emocional. Há no conto o sabor de maresia, de navios fantasmas, de mistérios náuticos e sereias. O toque sobrenatural está presente, como neste trechinho: "17 de setembro — O Bogie [duende] novamente. Graças a Deus que tenho nervos fortes! A superstição desses pobres rapazes e as explicações circunstanciais que dão, com a maior sinceridade e convicção, repugnariam a quem não estivesse acostumado com seu jeito. Há muitas versões da questão, mas a soma total delas é que algo sinistro adejou pelo navio inteiro durante a noite toda." Um conto interessante, sem os mistérios de Sherlock Holmes, mas com o toque de amores sobrenaturais em torno do capitão e de uma dama-branca (fantasma).

<> Bram Stoker - A casa do juiz


Sem dúvida, o melhor de todos (juntamente com o conto de W. W. Jacobs). Esse conto também está numa coletânea lançada em Portugal, sob o título "Contos Arrepiantes", Guimarães Editores, todos do genial autor de 'Drácula'. É a história de um rapaz que, imprudentemente, decide passar alguns dias numa casa velha, alugada. Fica sabendo que a mesma pertencera a um juiz, homem de maus bofes e grande pendor para cometer injustiças... o estilo fino, cirúrgico, letal, de Stoker é notável neste conto, o melhor de todo o livro.

<> Charles Dickens - O sinaleiro

Charles Dickens, outro grande autor do século XIX não decepciona com suas ghost stories: 'O Sinaleiro' é sim, uma história de fantasmas, típicas da Inglaterra, com o final surpeendente.

<> Charles Dickens - Para ser lido com reservas 

O título desse conto faz jus ao mesmo; li com MUITAS reservas e não apreciei tanto esse conto, que fala sobre a atuação de um fantasma (de um homem assassinado) sobre o resultado de uma demanda judicial. Pouco suspense, narrativa empolada, embromada, onde falta mais concisão e clareza. Notei isso em vários contos, talvez a tradução tenha deixado a desejar.

<> Edith Wharton - Depois


Apesar da falta de concisão que se notam em vários contos (exceto no de Bram Stoker), esse conto de Edith Wharton é muito interessante. "Há um fantasma em Lyng"? "Vocês jamais saberão". Ora, pode um fantasma existir em um lugar, sem que jamais se saiba? Então é simples, ele não existe... Ou existe, porém somente "depois" é que se descobre que tal ou qual pessoa era um fantasma. Um conto com toques de uma fluidez cheia de mistério, onde a eterna suspeita de Mary Boyne com relação ao marido - e ao que ele tinha a ver com seus medos e sobressaltos - dá o tom da história. Excelente enredo. Excelente final.

<>Edith Wharton - Os olhos


Esse conto é exatamente o oposto do anterior. Tive que recomeçar a leitura umas duas ou três vezes, para entender quem era quem, o porquê de tal rapaz estar ali, ou dos tais 'olhos fantasmagóricos' surgirem. Enfim,   a leitura engrenou, detestei o esnobe contador de histórias, Culwin. 
"Gilbert, é claro, desejava festejar sua emancipação de alguma forma espetacular; mas despachei-o sozinho para dar vazão a suas emoções e fui para a cama para dormir até que as minhas se acalmassem. Enquanto me despia, comecei a imaginar qual seria seu sabor logo mais... muitos dos sabores mais refinados não perduram! Mesmo assim, eu não o lamentava e pretendia esvaziar a garrafa, ainda que ela acabasse por se revelar insípida."
 Dá para subentender aí, uma relação homoafetiva entre o velho malandro e seu "protegido". O final é decepcionante, pouco assustador e de um clichê que dá sono.

<> Edward Bulwer-Lytton - Assombrações
Um conto razoável, sobre uma casa assombradíssima, onde ninguém consegue viver. O protagonista lá passa uma noite e vê... terrores indizíveis. Entretanto, apesar da parafernália esotérica que o autor aplica ao tema, os sustos são previsíveis e o desenlace, insosso.

<> H.G. Wells - O quarto vermelho


Outro conto que não tem exatamente um 'mistério' a ser descoberto, um 'problema' a ser resolvido. Um jovem passará a noite em um quarto que, segundo os moradores da velha casa, é assombrado pelo fantasma de um conde ou de uma condessa. H. G. Wells nunca foi meu autor preferido de histórias fantásticas, e esse conto é prova disso: um enredo fraco e clichê.

<> Henry James - Decisão correta
Outro conto que padece de concisão. Tenho certeza que a culpa não é do autor, mas da tradução. O texto não flui, as frases são muito longas, a compreensão e a clareza ficam emboladas entre palavras demais, frases muito longas, contextos cansativos. O tema também não é tão criativo, nem sequer cativante.

<> Joseph Sheridan Le Fanu - Schalken, o pintor


Um conto bom, apesar da complicada tradução. "[...]esse quadro é o registro — e acredito que um registro fiel — de um evento extraordinário e misterioso. Foi pintado por Schalken e o rosto da figura feminina que ocupa o lugar principal da cena, é um retrato exato de Rose Velderkaust, a sobrinha de Gerard Douw, o primeiro e, creio eu, o único amor de Godfrey Schalken. Meu pai conhecia bem o pintor e do próprio Schalken ouviu a história do misterioso drama, do qual o quadro representa uma cena. Esse quadro, que é tido como um belo exemplo do estilo de Schalken...". Nesse conto, o único sobre vampiros no livro todo, há um certo lirismo, que remete a outro trabalho de Le Fanu (traduzido por mim, "Carmilla"). Uma história de amor, um toque de drama, um toque daquele gótico poético que tanto se aprecia nos romances desse tipo.

<> M.R. James - O livro de recortes do cônego Alberic
A história é boa, não tem um fantasma, mas algo talvez mais demoníaco. Numa catedral, na cidadezinha de Saint Bertrand de Comminges, nos Pirineus, há uma catedral. E lá há um famoso livro, onde um tal cônego Alberic juntou recortes de outros livros. Uma das ilustrações trazia alguma marca maligna. O conto é bom, daria um romance longo se o autor quisesse e de grande impacto. Infelizmente é bastante curto.

<> Robert Louis Stevenson - O ladrão de corpos

Esse conto é muito bom, tem um protagonista que é, ao mesmo tempo, o 'mocinho' e o 'bandidinho'. Traz uma boa reflexão sobre os atos inapropriados, o desrespeito com os mortos, o crime, a impunidade e a negligência. É como diz o pensamento de um filósofo (que não recordo o nome): "A indiferença dos bons faz triunfar todos os tipos de maldades". 

<> Rudyard Kipling - Eles
Um conto horrível, absolutamente intragável, confuso, a clareza do estilo é prejudicada por construções de frases insondáveis, incompreensíveis! Sinceramente? Parece que a tradutora se confundiu aqui. Cheguei ao fim sem entender coisa nenhuma. Não percebi nenhum traço de fantasia ou sobrenatural no tal conto.

<> Rudyard Kipling - No fim da passagem
Outro conto totalmente incoerente... Não sei se Kipling tinha esse estilo tosco, emaranhado e incompreensível ou foi culpa da tradução. Esse li pela metade e prefiro não comentar.

<> W.W. Jacobs - A pata do macaco


Um conto fantástico! Não do gênero 'fantasia', mas excelente, extasiante e assombroso. Foi levado à televisão brasileira, se não me engano na década de 1970. Lembro-me de ter assistido, cheia de medo, ao macabro pacto feito entre o casal de idosos e o talismã, a tal pata de macaco. A velha senhora foi interpretada muito bem, pela atriz Nathalia Timberg e  o marido, pelo Mario Lago. O segundo melhor conto da antologia.

Se você tiver interesse por esse livro (não sei se há reedição), achei na Amazon, talvez consiga um exemplar. LINK AQUI.





Pat Kovacs - Caleidoscópio



ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM:
Sinopse:
Dakini Shaitan é uma Bruxa que renega sua própria natureza, refugiando-se no Mundo Incônscio, onde ela pensa que jamais lidará novamente com a Magia. Porém, um ataque terrorista de Magos Negros, os Novos Soldados Escuros, em pleno centro comercial de Londres, muda drásticamente a sua vida.
No Limbo, na Estação entre a Vida e a Morte, seu antigo Mestre Alquimago, Angra Hellmann, tenta convencê-la a retornar ao Mundo dos Vivos, após uma arriscada experiência que poderá matá-lo e, ainda assim, não conseguir trazer Dakini de volta à Vida.
Vida e Morte, Magia e Loucura. O que o Ser Humano é capaz de fazer por Amor ou Ódio.

***

Um livro repleto de magia, que embora possa ser considerado uma ficção para jovens adultos, prende a atenção de qualquer pessoa, em qualquer idade. Tem um pé no "mundo mágico" e cenas repletas de ação, suspense, fantasia e amor. Recomendo para os que leram a série Harry Potter, na qual foi inspirado. 
A promoção abaixo acabou, mas o livro pode ser adquirido NO LINK ACIMA!


***

Fique de olho por aqui no blog ou na minha página no Facebook, que sempre estarei trazendo novidades sobre os livros e as deliciosas promoções que todos gostam :D pois, melhor do que um precinho super barato, é um precinho 0800 XD